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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Texto extraído da MdeMulher Saúde


Quais os sintomas de intolerância alimentar

Os vilões da sua saúde podem estar no prato. Muita gente passa mal porque tem intolerância alimentar, principalmente à lactose e ao glúten

Publicado em 11/04/2013
Reportagem: Helena Fruet / Edição: MdeMulher
Conteúdo VIVA!MAIS
A intolerância alimentar ocorre quando o corpo tem dificuldades para digerir alguma substância presente nos alimentos
Foto: Getty Images
Se estes sintomas se repetirem toda vez que você come algum alimento, pode ser indício de intolerância ou de alergia. É o seu caso? Consulte um médico!

- Gases
- Diarreia
- Aumento de secreção no nariz
- Dor de cabeça
- Dificuldade para respirar
- Inchaço abdominal
- Problemas digestivos
É mais comum ter intolerâncias a:

Lactose

A reação se manifesta quando o corpo tem deficiência na produção da enzima lactase, que digere a lactose (o açúcar do leite). Pode causar diarreia, gases, cólicas, dores de cabeça e aumento da secreção do nariz. O jeito é ficar longe de leite e derivados. Ou tomar, sob recomendação médica, lactase em cápsulas (importada).

Glúten

Quando o corpo entende que o glúten (proteína presente no trigo, malte, cevada e centeio) é um inimigo, ativa o sistema de defesa contra ele. As consequências da doença celíaca (como é chamado o problema) são diarreia, anemia e problemas digestivos. "O consumo do glúten por celíacos pode causar até câncer de intestino", alerta a nutricionista Priscilla Kakitsuka. A saída é conferir o rótulo dos alimentos antes de comprar.

Corantes e conservantes

Ao entrar em contato com esses aditivos, a defesa de quem tem intolerância a eles entra em ação. A pessoa tem sintomas como diarreia, cólicas e gases. Além dos corantes, as substâncias que causam mais estrago são aspartame, nitratos, nitritos e glutamato monossódico. A solução é não chegar perto deles.


Intolerância ou alergia?
Alergia alimentar

O organismo acha que uma substância é "invasora" e produz anticorpos contra ela, gerando um processo inflamatório. Amendoim e frutos do mar são alergênicos muito comuns.

Intolerância alimentar

Ocorre quando o corpo tem dificuldades para digerir alguma substância presente nos alimentos. Entre os principais vilões estão glúten, conservantes, corantes e lactose.

Você já ouviu falar em fenilcetonúria?
A fenilcetonúria é uma alteração genética que pode ser identificada pelo teste do pezinho. Ela impede que o organismo absorva o aminoácido fenilalanina, presente nas proteínas de vegetais (como feijão e arroz) e de animais (como leite - inclusive o materno - e seus derivados) e no adoçante de aspartame. Pode causar danos cerebrais irreversíveis se não for descoberta cedo. Por isso, é muito importante fazer o teste na maternidade. Acesse o site da Anvisa para saber quais são os alimentos que mais contêm a substância: http://abr.io/fenilcetonuria

texto extraído da Mdemulher Saúde 


Pílula promete ser solução para intolerância a glúten

Enzima especial criada em laboratório promete ser a saída para a digestão do glúten e o fim do sofrimento do intestino

Publicado em 04/07/2013
Reportagem: Talita Eredia / Edição: MdeMulher
Conteúdo SAÚDE
A pílula vai permitir que celíacos comam alimentos com glúten, como pães e bolos
Foto: Getty Images
A manipulação genética da enzima de uma bactéria deve melhorar a vida de quem não pode comer a proteína presente no trigo, na aveia e na cevada. Pesquisadores das Universidades de Washington e da Califórnia, ambas nos Estados Unidos, uniram-se para criar um medicamento que permite aos celíacos consumir esses alimentos sem as consequências desagradáveis da intolerância - dores abdominais, diarreia crônica, flatulência e desnutrição. "Queremos aprimorar essa enzima para que ela resista às condições ácidas do estômago e quebre o glúten no órgão, antes de prejudicar o intestino", diz a americana Ingrid Swanson Pultz, uma das integrantes do projeto. A molécula conseguiu processar mais de 95% da proteína nas experiências feitas até agora. Os testes com animais ainda não começaram, por isso a boa nova para a turma dos celíacos será anunciada somente daqui a alguns anos.



Entenda a doença celíaca

Pessoa saudável

A mucosa do intestino delgado possui vilosidades, semelhantes a dedos, que aumentam a superfície de absorção de nutrientes como carboidratos e proteínas, além de ferro, cálcio e vitaminas.

Celíaco

Ao chegar ao intestino, o glúten estimula a produção de anticorpos que atrofiam esses "dedos", reduzindo a área de absorção. Por isso, a pessoa desenvolve problemas nutricionais sérios.
 
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I LOVE TAPIOCA




Texto extraído da mdemulher sáude

O que é que a mandioca tem: as vantagens do consumo da raiz

Barata, resistente, nutritiva e cheia de carboidratos especiais, ela foi eleita pela Organização das Nações Unidas o alimento do século 21. Conheça as vantagens dessa raiz que brota de norte a sul no Brasil

Atualizado em 03/09/2013
Reportagem: Silvia Lisboa | Edição: MdeMulher
Conteúdo SAÚDE
Mandioca
O alimento já foi chamado de "rainha do Brasil"
Foto: Getty Images
Na mesa do jamaicano Usain Bolt, o homem mais veloz do mundo, não falta mandioca. Ela é a principal fonte de energia atleta, segundo revelou seu pai durante as Olimpíadas de Pequim em 2008. E faz sentido: essa raiz tem dois tipos de carboidrato, a amilopectina e a amilose, que, juntos, liberam a glicose mais lentamente para o corpo. Isso facilita a digestão, evita picos de açúcar no sangue e dá gás de sobra para o dia a dia.

Mas não é preciso ser medalhista para tirar proveito do alimento que já foi batizado de a "rainha do Brasil". Tanto é que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) vem endossando sua produção e seu consumo mundo afora. A entidade quer acabar com o status de "comida de pobre" e utilizá-la inclusive para combater a fome.

Fonte de fibras e isenta de glúten - qualidade que a faz não pesar tanto na digestão -, a raiz carrega versatilidade no nome, nas condições de plantio e nas formas de preparo. Dependendo da região, é chamada de aipim, macaxeira, maniva, uaipi ou xagala. Não há tempo ou terra ruim pra ela. "A mandioca é um camelo vegetal", brinca o engenheiro agrônomo Joselito Motta, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, fazendo referência ao fato de que a planta cresce em solos pobres e resiste a períodos de seca. Ah, ela ainda é barata: custa em média 2 reais o quilo, 30% a menos que a batata.

Mandioca X batata

Por falar na sua rival, a mandioca leva certas vantagens. "Ela possui maior quantidade de vitaminas A, B1, B2 e C", diz a nutricionista Maria Carolina von Atzingen, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Fazendo justiça, porém, precisamos avisar que a abundância em energia traz um efeito colateral: 100 gramas de mandioca têm quase três vezes mais calorias que a mesma porção de batata - são 160 calorias contra 58.

Só que isso não deve assustar quem se preocupa com o peso. "A composição de carboidratos da raiz faz com que ela prolongue a saciedade", conta Rafaella Allevato, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital San Paolo, na capital paulista. Não por menos, a mandioca costuma ter passe livre em dietas e é indicada a diabéticos. "Ao contrário de outras fontes de carboidrato, ela não gera picos de glicemia", diz Rafaella. Agora, note bem: justamente por ser um reduto desse nutriente, é prudente que ela não seja misturada nas refeições com outros depósitos de carboidrato, como arroz, macarrão...


Alegria dos celíacos

Por ser livre de glúten, a mandioca é queridinha de outra parcela da população, os portadores de doença celíaca - estima-se que sejam 2 milhões só no Brasil. Graças a seus derivados como a farinha e o polvilho, os celíacos conseguem ampliar o limitado cardápio de quem não pode ingerir a proteína que dá as caras no trigo, por exemplo. Segundo Ana Vládia Bandeira Moreira, professora de nutrição da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, o tubérculo ainda ajudaria a conter episódios de diarreia nessa turma. Aliás, a raiz é uma boa pedida diante de diversos problemas que atrapalham o ganho de nutrientes. Tudo por causa daquele lento processo de absorção dos carboidratos, que dá ao organismo mais tempo para assimilar outros compostos. Na hora de cozinhar a mandioca, uma dica: adicione um fio de óleo na água. "Isso auxilia na retenção das vitaminas", garante Ana Vládia.

Apesar de estar presente há cerca de 7 mil anos na Amazônia, a mandioca só ficou mais nutritiva nas últimas décadas. A variedade que hoje está presente na mesa do brasileiro, branca na feira e amarelada após o cozimento, tem dez vezes mais vitamina A que a cultivada no tempo do descobrimento. Ela é resultado de um processo gradual de melhoramento genético, realizado pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e pela Embrapa, que cruzaram diferentes espécies até chegar a um tipo saudável e resistente a pragas. Agora, o IAC vai lançar uma nova variedade ainda mais vitaminada e rica em antioxidantes, substâncias que combatem o envelhecimento celular e reduzem o risco de doenças ligadas à idade, como o câncer. Segundo a pesquisadora do IAC Teresa Valle, a nova espécie terá 900 unidades internacionais (UI) de vitamina A, contra 220 UI da consumida atualmente, e deve chegar ao mercado em 2014. Pelo visto, se depender da mandioca, Usain Bolt vai quebrar recordes até ficar com os cabelos bem brancos.


Raiz histórica

O Brasil é a terra natal da mandioca. Do centro do país, o tubérculo se espalhou por mais de 100 nações desde a chegada dos portugueses. Sua importância era tanta nos tempos de colônia que o padre José de Anchieta a batizou como o "pão da terra". Citada na carta de Pero Vaz de Caminha, ela acabou adotada pelos lusitanos. "Não fosse sua presença, a ocupação das terras brasileiras teria sido mais difícil", diz Joselito Motta. Não à toa, o historiador Luís da Câmara Cascudo chamou a planta de a "rainha do Brasil."

Tesouro de nutrientes - o que há em 100 g de mandioca

Calorias (Kcal)........................160
Proteínas (g)..........................1,36
Lipídeos (g)............................0,28
Carboidratos (g)...................38,06
Fibras (g).................................1,8
Cálcio (mg)...............................16
Vitamina C (mg).....................20,6

Ao gosto do freguês

Ela pode ser degustada cozida, frita, em purê e dá origem a tapioca, polvilho e farinha. Confira:
Mandioca
1. Cozida
O tempo no fogão costuma variar dependendo da colheita. Em geral, levam-se 15 minutos em fogo alto com água e um fio de óleo. O segredo para deixá-la macia é mantê-la imersa na água do cozimento até o momento de servir.
2. Farinha
Entra na receita de massas e bolos e é a base da tradicional farofa, que vai bem com feijoada e carne de sol. Para prepará-la, é indispensável usar óleo ou manteiga. Então, cuidado com os excessos.
3. Tapioca
Priorize a goma fresca para sentir mais o sabor. O importante no preparo é não dourar a tapioca: coloque na frigideira, vire-a e retire imediatamente. Sirva-a branquinha e, no recheio, use a imaginação.
4. Polvilho
Prefira os tipos frescos, menos industrializados, que têm sabor mais marcante. O azedo é usado no pão de queijo e nos sequilhos. O doce é ingrediente da chipa, biscoito da culinária paraguaia.
5. Frita
Eis a tentação dos botecos. Antes de fritar, é preciso cozinhar a mandioca e mantê-la imersa na água até o momento de cortar e levar à panela com óleo. Uma alternativa mais saudável são as fritadeiras elétricas à base de água.
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sábado, 20 de julho de 2013

Viver sem Glúten: Conheça o melhor amigo do seu intestino

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Doença celíaca e sensibilidade ao glúten: o que sabemos sobre isso?

Notícia publicada na edição de 03/07/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 11 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

* Ana Vládia Bandeira Moreira 

Uma das principais causas da restrição ao glúten é a doença celíaca (DC), um processo inflamatório crônico que afeta o sistema autoimune do organismo e que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. A DC pode se manifestar em qualquer fase da vida, com ou sem apresentação de sintomas. O paciente celíaco pode apresentar o sintoma típico, que é a diarreia crônica onde as fezes apresentam características pálida, aquosa, volumosa e fétida devido à má absorção de gordura. Além disso, há um comprometimento do estado nutricional e carências vitamínicas múltiplas. 

O indivíduo pode manifestar outros sintomas como a baixa estatura, osteoporose, anemia, atraso puberal, hipoplasia do esmalte dentário, edemas, artrites ou dores nas articulações, constipação intestinal e até dermatite hepertiforme, o que pode dificultar no diagnóstico da doença. Além da DC e alergia ao trigo, há casos de reações ao glúten no qual os mecanismos não alérgicos ou autoimunes estão envolvidos. Estes são geralmente definidos como sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC). 

Atualmente os estudos têm aprofundado em relação às hipersensibilidades alimentares e muitos destes estudos têm como enfoque o trigo, entre outros alimentos que apresentam glúten. Além da doença celíaca, outras manifestações podem ser observadas pela presença do glúten como distúrbios da tireóide, diabetes tipo l e nefropatias. As principais reações adversas ao glúten podem causar sintomas como flatulência, dor abdominal, diarréia, dor articular, náusea, síndrome da fadiga crônica, asma, deficiência nutricional, estresse, gastrite, esofagite, distúrbios hepáticos, distúrbios da tireóide, das articulações e neurológicos. 

Os efeitos da gliadina, uma das proteínas que compõe o glúten do trigo, na permeabilidade da mucosa intestinal é um dos principais fatores que relaciona o glúten com outras doenças autoimunes, metabólicas e reações adversas apresentadas anteriormente. Na sensibilidade ao glúten não celíaca ( SGNC ), o contato com a substância não leva a danos específicos no intestino delgado. Contudo, os sintomas gastrointestinais assemelham-se aos associados à DC e o quadro clínico não é acompanhado pela concordância de autoanticorpos -como a antitransglutaminase, específica para diagnóstico de reações ao glúten ou outro anticorpo específico da doença celíaca. Atualmente, o diagnóstico de SGNC é de exclusão. No entanto, esta abordagem carece de especificidade e está sujeita ao risco de um efeito placebo da dieta de eliminação na melhoria dos sintomas. 

Uma das doenças correlacionadas ao glúten é o diabetes tipo 1 (DT 1). Alguns estudos têm demonstrado a relação da ingestão de proteínas com o desenvolvimento desta doença, tais como as proteínas do trigo, da soja e do leite. Dentre eles, observou-se que o consumo do glúten é um potente desencadeador ou potencializador de alguns casos de DM 1. Ademais, observa-se que a prevalência da DC em diabéticos do tipo 1 é de 4% a 8% dessa população. Neste grupo (portadores de DT 1 e DC), a restrição ao glúten se mostra eficaz na redução das complicações decorrentes da DC e também exerce grande impacto sobre complicações diabéticas, como as nefropatias - inflamação renal ocasionada pelo diabetes. 

Nesse contexto, verifica-se que a maioria dos indivíduos geneticamente suscetíveis à DT1 estão expostos a um ou vários agentes ambientais, porém com período de desencadeamento e sintomas variados. Esses agentes ambientais não são necessariamente considerados diabetogênicos - algo que pode levar a ocorrência do diabetes - pois podem também ser relacionados às alterações da mucosa intestinal que comprometem o sistema imunológico e, possivelmente, são desconsiderados no entendimento da doença. Assim, evidencia-se que fatores ambientais como a ingestão do glúten podem afetar a ocorrência do diabetes dependendo da frequência, da quantidade e da idade de exposição ao glúten. 

O tratamento da DC assim como da SGNC consiste em dieta sem glúten, devendo-se, portanto, excluir da alimentação tudo o que contenha trigo, centeio, cevada e aveia. Com a instituição de dieta totalmente sem glúten, há normalização da função intestinal e das manifestações clínicas. Porém, no caso de diagnóstico tardio, pode haver alteração da permeabilidade da membrana intestinal por longo período de tempo e a absorção de moléculas alimentares de grande peso molecular, como proteínas, por exemplo. Poderá desencadear quadro de hipersensibilidade alimentar, resultando em manifestações alérgicas. Contudo, é sabido da importância da informação e orientação nutricional visando melhoria na qualidade de vida, tanto da doença celíaca como da sensibilidade ao glúten não celíaca. 

Considerando toda a evolução para se chegar ao conhecimento do diabetes tipo II, como uma patologia não genética, mas de ocorrência na maioria dos indivíduos envolvidos em questões ambientais como sobrepeso, hábitos alimentares não saudáveis e ausência da prática de atividade física, questiona-se se não estamos diante de um futuro quadro de Doença Celíaca tipo II, visto que a forma de diagnóstico não responde da mesma maneira que no doente celíaco clássico, ou seja, ao geneticamente predisposto. 

Enfim, são muitos os questionamentos para podermos refletir ao longo do processo de estudo e de pesquisas que o mundo inteiro está envolvido ao tentar entender estes dois universos: doença celíaca e sensibilidade do glúten. Na prática clínica o que observamos é que o indivíduo sensível hoje, não tratado, evolui para danos de mucosa e acabam por manifestar a doença celíaca. A pergunta é: os sensíveis ao glúten de hoje, são os celíacos de amanhã? 

Neste sentido, cabe particularmente ao profissional nutricionista elaborar e orientar a terapia dietética e corrigir déficits nutricionais, excluindo o glúten e seus derivados da dieta definitivamente para os pacientes celíacos e fazer a dieta de exclusão e recolocação para os pacientes com sensibilidade ao glúten, observando os sintomas para direcionar condutas mais seguras e eticamente mais eficazes. 

* Ana Vládia Bandeira Moreira é nutricionista, com mestrado e doutorado em ciência dos alimentos pela USP. É professora do Departamento de Nutrição e atualmente coordena do projeto de extensão Pró-celíaco da Universidade Federal de Viçosa.
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TEXTO EXTRAÍDO DA VITRINE DIGITAL@

Doença celíaca está relacionada a infecções repetidas na infância, aponta estudo

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A doença celíaca afeta cerca de 1% da população. De acordo com uma pesquisa publicada na revista BMC Pediatrics, infecções repetidas no início da vida aumentam o risco para a doença celíaca. O estudo, baseado em casos suecos, comparou o histórico de saúde de crianças diagnosticadas com a doença celíaca com o de crianças sem a doença. A idade média de desenvolvimento da doença foi aos 11 meses de idade, com diagnóstico quatro meses depois.
Segundo os pesquisadores, ter três ou mais infecções (relatadas pelos pais) aumenta do risco de doença celíaca em 50%. A gastroenterite por si só aumenta o risco em 80%. O risco mais elevado foi observado em crianças que tiveram várias infecções, antes dos seis meses de idade, e que também ingeriram grandes quantidades de glúten, logo após a introdução deste alimento.
Bebês que tinham parado o aleitamento materno quando o glúten foi introduzido na dieta também eram mais vulneráveis a desenvolver a doença celíaca. Os pesquisadores destacaram a importância da amamentação na redução do risco, especialmente em crianças que apresentam infecções frequentes.
Doença da moda?
Segundo o gastroenterologista Silvio Gabor, muitos pacientes o questionam se a doença celíaca é uma "nova doença", surgida nos últimos tempos.
— Na verdade, a doença foi descrita, pela primeira vez, no século II, pelo grego Arataeus da Capadócia, que informou a existência de uma diarreia que aparecia em crianças, após a ingestão de farináceos e que se revertia com sua suspensão. A essa ocorrência ele chamou de "Koliakos" (aquele que sofre do intestino). Em 1888, Samuel Gre descreveu a doença com mais detalhes e aproveitou o termo grego para chamá-la de "afecção celíaca", e concluiu também que a única maneira de tratá-la seria pela não ingestão de farináceos — explica o médico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em meio ao grande racionamento alimentar, um pediatra holandês verificou que crianças com afecção celíaca melhoravam, apesar da grave falta de alimentos, e atribuiu essa melhora à baixa oferta de cereais na época.
Ainda no século XX, médicos ingleses demonstraram que o glúten era o que provocava a doença e descreveram as alterações da mucosa do intestino de pacientes celíacos operados. Coube a dois americanos o desenvolvimento de um aparelho capaz de acessar e biopsiar a mucosa intestinal sem a necessidade de cirurgia, facilitando o diagnóstico da doença.
A doença celíaca é uma doença autoimune, que atinge cerca de 1% da população mundial e cerca de 900 mil brasileiros. É caracterizada pela intolerância permanente ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Mais especificamente é uma intolerância a uma proteína presente no trigo, na aveia, no centeio e na cevada (e seu subproduto malte), cereais utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas e até mesmo de alguns cosméticos.
Quando esses cereais são ingeridos e atingem a porção inicial do intestino delgado, provocam uma reação imunológica que leva a um processo inflamatório crônico desta região, prejudicando a absorção dos alimentos, dos sais minerais e de outros nutrientes.
— A doença celíaca é mais comumente diagnosticada entre o primeiro e terceiro ano de vida, mas pode manifestar-se em qualquer idade, inclusive em adultos e idosos — observa o gastroenterologista.
Sintomas da doença celíaca
De acordo com seus sintomas, a doença celíaca pode ser classificada em clássica, não clássica e assintomática.
Clássica: as primeiras manifestações podem ocorrer entre o primeiro e o terceiro anos de vida. Caracteriza-se por diarreia crônica devida a ingestão de trigo, emagrecimento, falta de apetite, desnutrição, déficit de crescimento e de ganho de peso, anemia por deficiência de ferro e/ou vitamina B12, distensão abdominal, glúteos atrofiados, braços e pernas finos, apatia e em casos mais graves de desnutrição que pode levar à morte. Os adultos podem apresentar esterilidade ou abortos de repetição, osteoporose, hemorragias, tetania e câncer de intestino delgado.
Não clássica: as alterações intestinais não chamam tanto a atenção. Anemia persistente por deficiência de ferro ou vitamina B12, baixo ganho de peso e de estatura, prisão de ventre, manchas no esmalte dos dentes, irritabilidade, fadiga, epilepsia sem causas aparentes, neuropatia periférica, miopatia, depressão, autismo ou esquizofrenia podem estar relacionados a essa forma da doença. Adultos podem apresentar esterilidade ou osteoporose antes da menopausa. Elevações dos níveis sanguíneos de enzimas hepáticas e perda de peso sem causas aparentes podem ser manifestações isoladas da doença celíaca.
Assintomática: não existe manifestação da doença apesar dela estar presente. Parentes de primeiro grau de celíacos têm cerca de 10% de chances de desenvolverem a doença e devem ser pesquisados. Se não tratados, estes casos podem evoluir com abortos de repetição, esterilidade, osteoporose precoce e câncer de intestino.
Diagnóstico e tratamento da doença celíaca
O diagnóstico da doença celíaca pode ser feito por meio de exames laboratoriais como o teste da absorção da D-xilose e da dosagem de gordura nas fezes, que mesmo sendo inespecíficos são bastante úteis diante da suspeita clínica.
— Outros exames como a dosagem de anticorpos anti-gliadina, anti-endomisio e anti-transglutaminase são mais específicos e podem chegar a quase 100% dos diagnósticos, com poucos casos de falso positivo ou falso negativo. A biopsia endoscópica do intestino delgado entre a terceira porção do duodeno e o jejuno proximal realizada com pelo menos quatro fragmentos fornece o diagnóstico certeiro da doença celíaca — explica Gabor.
O tratamento é feito com a suspensão completa e permanente do glúten da dieta.
— Pães, bolos, macarrão, bolacha, pizza, coxinha, quibe, cerveja, whisky, vodka e qualquer alimento ou bebida que possua o glúten na sua composição ou fabricação são proibidos. O glúten pode ser substituído por farinha de arroz, amido de milho, farinha de mandioca, fubá, fécula de batata, trigo sarraceno ou quinôa. O café industrializado deve ser evitado por conter cevada em sua composição. O café, em seu estado puro, é permitido — recomenda o especialista.
Convivendo com a doença
Como não existem medicamentos ou outros tratamentos diferentes da suspensão do glúten da dieta até os dias atuais, a observação da não ingesta de glúten deve ser rigorosa e para o resto da vida.
— Com isso, o paciente portador da doença celíaca poderá ter uma vida normal, tanto do ponto de vista pessoal quanto familiar e profissional — diz o gastroenterologista.
Por ter características hereditárias, os parentes de primeiro grau dos celíacos deverão ser avaliados. Quando diagnosticados como portadores da doença deverão ser orientados quanto aos seus hábitos alimentares e cuidados com descendentes diretos.

sábado, 8 de junho de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dúvidas Freqüentes

O diagnóstico de DC pode ser feito sem biópsia ?

Não. Como existem outras doenças parecidas com a DC, só a biópsia permite definir com exatidão se o individuo possui doença celíaca.

Para que servem os outros exames solicitados pelos médicos ?

Quando o paciente descobre que possui a DC, suas funções do intestino podem estar muito alteradas. Os exames que se fazem habitualmente permitem detectar estas alterações e as suas conseqüências.

Existem celíacos em todo o mundo ?

Sim, embora em maior quantidade em determinadas regiões. Esta distribuição irregular pode ter relação com fatores raciais e com os hábitos alimentares pois existem povos que não utilizam habitualmente os cereais com glúten na sua alimentação.

É verdade que existem "famílias de celíacos"?

Sim. Os fatores genéticos que condicionam a ocorrência da doença levam a informação que aproximadamente 10% dos familiares diretos de um celíaco possam ser celíacos. Isto quer dizer que numa família podem existir vários casos mas com sintomas de intensidade diferente. Para saber se seus familiares são celíacos, clique aqui.

A Doença Celíaca é uma doença hereditária?

Os fatores genéticos já referidos criam apenas uma "predisposição", um "bom ambiente", para o aparecimento da doença mas não determinam a doença celíaca como sendo uma doença hereditária.

O aparecimento da Doença Celíaca tem alguma relação com os problemas de gravidez e do parto?

Não. Algumas mães têm por vezes a tentação de se "acusarem" por terem feito isto ou aquilo (fumar, beber, manter atividades físicas violentas, etc.) durante a gravidez. Não há qualquer razão para esses receios pois não há relação com a doença celíaca. Mas é claro que não recomendamos nenhuma destas praticas durante a gravidez.

A amamentação tem alguma influência no aparecimento da doença?

Não. A amamentação é um "fator protetor" da saúde do bebe, mas não previne nem tampouco transmite a doença celíaca.

Um celíaco pode ter uma vida igual à das outras pessoas?

Sim, mas desde que cumpra a dieta. Um celíaco que cumpra a dieta é uma pessoa com as mesmas capacidades físicas e intelectuais que um não celíaco. Só se torna doente se não cumprir a dieta.

A doença celíaca afeta a vida sexual ?

Também aqui não há qualquer motivo para receios: desde que a dieta seja cumprida o celíaco pode ter uma vida sexual idêntica à de qualquer outra pessoa. Quando a restrição de glúten não é respeitada estão descritos quadros de baixa fertilidade, impotência, irregularidade nos períodos menstruais, etc.

O malte e o extrato de malte aparecem muitas vezes mencionados na composição de alguns produtos. O celíaco pode consumir algum destes produtos ?

Não. O malte e o extrato de malte são derivados da cevada. Por uma questão de segurança, o celíaco deve excluir de sua alimentação todos os produtos alimentares que contenham o malte ou extrato de malte.

O celíaco pode consumir cerveja e whisky ?

Não. O celíaco não pode consumir nem cerveja, nem whisky pois ambas contém cevada (que contém malte (que contém glúten)) em suas composições.

A dextrina-maltose ou maltodextrose é outra substância que aparece muitas vezes mencionada. Também faz mal?

Ao contrário do que o nome parece sugerir, esta substância pode ser utilizada sem riscos na alimentação do celíaco. Da mesma forma o xarope de glucose é considerado inofensivo, apesar de derivar dos cereais proibidos.

Como fazer quando somos convidados para uma festa de aniversário ?

Antes de ir a uma festa, converse com quem vai dar a festa antes, para saber o cardápio. Se for possível sugira que sejam servidos alimentos sem glúten. Se não der, alimente-se antes da festa, para que possa permanecer entre os amigos sem passar fome.

Tenho visto que alguns produtos sem glúten incluem o trigo sarraceno. Será seguro?

O trigo sarraceno não é de fato trigo, nem tão pouco um cereal. É 100% seguro para os celíacos, apesar do infeliz nome que tem. Da mesma forma existe outro pseudocereal de origem sul americana que não tem glúten. É a quinoa.

Na composição há por vezes palavras que deixam dúvidas. Como fazer então?

Como existem algumas empresas que ainda não seguem a lei 10.674, a regra de ouro do celíaco é: em caso de dúvida não consumir até conseguir o esclarecimento adequado. Mas pode dizer-se que os conservantes e os emulsionantes não têm geralmente qualquer risco enquanto que o amido ou os espessantes podem referir-se a substancias com glúten e que não devem portanto ser utilizadas.

A composição de uma determinada marca de produtos não é sempre a mesma?

Não e sofre por vezes alterações significativas sem que isso implique a sua modificação. Por isso o celíaco se deve habituar a consultar a composição dos produtos para ter a certeza de que tudo continua em ordem.

As hóstias distribuídas na Comunhão são feitas com farinha de trigo. Isto significa que um celíaco não pode comungar?

Uma vez que não é autorizada a fabricação de hóstias com outro tipo de farinha, o celíaco não deve de fato receber a Comunhão sob a espécie de pão. A igreja Católica autoriza contudo que estes doentes comunguem sob a espécie de vinho, bastando para isso expor o problema ao sacerdote que distribui a Comunhão. Peça ao seu médico ou nutricionista para elaborar um parecer ao responsável da Paróquia, no qual deve ser solicitada a realização da Comunhão através da ingestão de vinho.

Já ouvi falar em RIOSEMGLUTEN, ACELPAR, ACELES e ACELBRA. Quantas Associações existem e quais são os seus nomes?

Existem varias associações de Celíacos a nível estadual que estão todas afiliadas a FENACELBRA (Federação Nacional das Associações de Celíacos). Abaixo temos a lista completa de associações de Celíacos existentes no Brasil.

ACELBRA-ES (ACELES)
ACELBRA-MT
ACELBRA-MG
ACELBRA-PR (ACELPAR)
ACELBRA-RJ (RIOSEMGLUTEN)
ACELBRA-SC
ACELBRA-SP
ACELBRA-RS

Quais as vantagens de ser cadastrado na ACELBRA?

Sendo cadastrado na ACELBRA voce contribui para conhecer com maior exatidão a incidência da doença celiaca no Brasil, será informado sobre as novidades sobre a doença celiaca e informações sobre os eventos realizados pela ACELBRA durante todo o ano.

Como faço para me cadastrar na ACELBRA?

Para se cadastrar o celíaco deve preencher o formulário de cadastro em nosso site. O cadastro em nossa associação é totalmente gratuito.

O celíaco pode tomar qualquer medicamento?

Os medicamentos sob a forma de comprimidos ou cápsulas podem apresentar trigo em sua composição; converse com seu médico para substituí-los pela apresentação líquida.

Quantos Celíacos existem no Brasil?

O ultimo estudo da UNIFESP indica a existência de 1 celíaco para cada 214 habitantes. Utilizando-se o valor de 191.000.000 de habitantes (IBGE 2010) como base para o cálculo populacional, chegamos a uma populacao de 892.000 celíacos no Brasil.

O celíaco pode comer pão de queijo?

O celíaco pode comer pão de queijo desde que saiba a origem do mesmo. Não coma pão de queijo fabricado nas padarias comuns, pois mesmo não tendo glúten entre seus ingredientes, pode haver contaminação tanto na hora de preparar a massa quanto na hora de assar ou servir, já que todos ou outros alimentos preparados ali tem a farinha de trigo como base.

O celíaco pode tomar qualquer café?

Não. O pó de Café pode estar misturado com Cevada, para aumentar a quantidade na embalagem. Evite tomar café onde você não saiba a marca do produto. Procure os cafés que possuem o selo de pureza da ABIC.

O meu filho celíaco pode brincar com massinha de modelar?

Atenção com o que a criança brinca na escola: massinhas de modelar , receitas caseiras de tintas, aulas de culinária podem expô-la ao glúten. Converse com a Direção e a equipe pedagógica sobre a Doença Celíaca e peça ajuda para que a criança possa permanecer segura no ambiente escolar.

O celíaco pode trabalhar em uma fabrica de macarrão ou em uma padaria?

Não. Quando alguém manipular farinhas proibidas, o celíaco não deve estar próximo pois o pó da farinha de trigo se espalha e pode provocar lesões na pele de celíacos muito sensíveis ao glúten.

O celiaco pode comer o hambúrguer no MC Donalds?

Não. Muitas pessoas imaginam que o celíaco pode comer "somente a carne" do hambúrguer, mas desde o momento em que o hambúrguer é frito em conjunto com o pão a contaminação com o glúten já ocorreu.

Então quais outros alimentos podem estar contaminados?

O recheio da pizza, os legumes e carnes de uma sopa feita com macarrão que contém glúten, alimentos fritos em óleo que foi utilizado para fritar alimentos com gluten (batata frita, almondegas, bolinho de queijo), bolos sem glúten que foram assados ao mesmo tempo com bolos com glúten, entre outros.

Existe alguma lei que proteja a saúde do celíaco?

Sim. A lei 10.674 obriga os fabricantes a escrever se contém ou não contém glúten nas embalagens de todos os alimentos industrializados.

Infelizmente algumas fábricas desconhecem ou não se importam com o problema da contaminação e continuam vendendo seus produtos, sem uma devida análise da total inexistência de glúten. Às vezes a contaminação pode acontecer durante a plantação e/ou colheita, na armazenagem, no transporte, no processo de fabricação e embalagem. Um exemplo são os chocolates da fábrica suíça que domina o mercado em nosso país, pois todos seus produtos (com glúten e sem glúten) são embalados nas mesmas máquinas e neste processo pode haver contaminação. Ao invés de separar o empacotamento para não haver contaminação, a Empresa optou por colocar a inscrição "Contém glúten" em todos eles.

O celiaco tem o direito de pedir uma refeição sem glúten nas viagens de avião?

Aqui no Brasil as empresas aéreas preparam um menu especial para os celíacos mas o mesmo deve ser solicitado no momento da compra da passagem.

Vou ficar hospedado num Hotel e não sei o que fazer.

Para

Vou viajar para o exterior. O que devo fazer?

Para

Fonte:
http://www.celiacos.org.pt
http://www.riosemgluten.com
Manual Informativo Básico (Nutricionista Cecília Carvalho)

Texto extraído da associação dos celíacos.




FENACELBRA lança campanha "RECONHECER" no mês de maio em comemoração ao Dia Internacional dos Celíacos

        O Dia Internacional dos Celíacos, que foi comemorado pela primeira vez no Brasil, em maio de 2002, como resultado de um acordo entre pesquisadores da Itália, Estados Unidos e Brasil a respeito da importância de divulgar a Doença Celíaca para a sociedade e chamar a atenção dos diversos seguimentos públicos e privados a qual a alimentação e a inserção social estão relacionadas.

        No Brasil, o evento entrou no calendário de ações da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil - FENACELBRA e suas filiadas no terceiro domingo do mês de maio com varias ações como palestras, oficinas culinárias, seminários, culminando na caminhada nacional no terceiro domingo de maio, em espaços públicos escolhidos em cada ACELBRA regional, concomitantemente nas capitais e municípios. Nesse ano será no dia 19 de Maio.

        A FENACELBRA, que foi fundada em 2006, atua como porta voz e dá suporte às associações e grupos de celíacos de todo o país junto a instituições governamentais e privadas. Trata-se de uma organização civil, sem fins econômicos, que prega uma mensagem dirigida àqueles que ainda não sabem e/ou não querem “reconhecer” a doença celíaca.

        A FENACELBRA e todas as associadas ACELBRAS, são formadas por voluntários sendo estes pacientes, familiares, pesquisadores, médicos, nutricionistas, dentre outros profissionais, que buscam parcerias com o meio empresarial para projetos específicos, além de realizarem palestras em hospitais e empresas para divulgar a Doença Celíaca.


A CAMPANHA:
        “Reconhecer”. Este é o mote da campanha lançada pela FENACELBRA. O objetivo é difundir o conhecimento sobre a celíaca - doença autoimune caracterizada pela intolerância ao glúten - para toda a comunidade científica, área de saúde, gestores públicos e sociedade em geral. Para estrelar a campanha, ninguém melhor que a atriz Isis Valverde, que descobriu a doença aos 19 anos de idade.

        Segundo a presidente da FENACELBRA, Lucélia Costa, a meta da campanha é desmitificar a doença celíaca, enfatizando a importância do diagnóstico precoce, evidenciando que as pessoas celíacas podem viver uma vida normal com uma dieta adequada e segura. “Queremos levar dignidade e qualidade de vida aos que vivem na invisibilidade. Quando se recebe o diagnóstico, ganha-se a capacidade de auto-gerir a saúde”, assegura.

        A campanha, que será realizada de maio de 2013 a maio de 2014, terá o tema “Doença Celíaca: se você não reconhecer, nós diremos o que ela é”. O projeto de sensibilização nacional contará com a mobilização das catorze Associações de Celíacos do Brasil, as Acelbras, representadas nas cinco regiões do país. “Ter a Isis Valverde como musa da nossa campanha é motivo de muito orgulho para nós. Ela abriu mão do cachê para nos ajudar a difundir informações sobre a doença”, alegra-se a presidente.


        Durante todo o período do projeto, haverá um conjunto de ações estratégicas tendo como base a conscientização através de folders, cartazes, faixas e bottons que serão distribuídos em espaços públicos como escolas, unidades de saúde, centros médicos, universidades, supermercados, bares e restaurantes. A FENACELBRA também colaborará com a imprensa, disponibilizando conteúdos relevantes e colocando-se à disposição para entrevistas e reportagens sobre o assunto. “Precisamos do apoio de todos para promover o reconhecimento da doença celíaca e assim, melhorar a qualidade de vida de tantas pessoas”, finaliza Lucélia.

        Você “reconhece” a doença celíaca?
A doença celíaca é uma doença autoimune caracterizada pela intolerância permanente ao Glúten (proteína presente no trigo, centeio, aveia, cevada e derivados, como o malte). Esta doença é amplamente conhecida em muitos países, porém, no Brasil ainda há poucos diagnósticos, pela falta de divulgação no campo da saúde, que gera desconhecimento dos sintomas clínicos.

        Pesquisas científicas apontam a alta prevalência da doença celíaca entre os povos expostos à alimentação que contenha glúten, como é o caso dos brasileiros. Devido à falta de estudos de prevalência com abrangência populacional no Brasil e considerando a etnia do brasileiro, fator de risco importante para a patologia, a aplicação de taxas internacionais torna-se pertinente para mensuração do problema no país. Assim, projetando os percentuais de prevalência sobre 1% da população mundial, teremos um número estimado de 1 milhão de brasileiros com doença celíaca em nosso país - e muitos ainda não sabem.

        A doença celíaca não possui tratamento clínico medicamentoso específico. A única forma de intervenção é o controle rigoroso da ingestão alimentar, com a exclusão do glúten da dieta. No entanto, esta característica comumente exclui o celíaco do convívio social devido à restrição alimentar.

Números sobre a doença celíaca no Brasil e no mundo:
  • Afeta em torno de 2 milhões de pessoas no Brasil, mas a maioria delas encontra-se sem diagnóstico.
  • Na Europa a prevalência oscila entre 1:150 e 1:300.
  • Os estudos amostrais realizados em São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília permitem estimar a incidência da doença em 1:214, 1:273 e 1:681, respectivamente. Esta constatação coloca o Brasil ao nível da população européia - a mais afetada.
  • A doença celíaca pode aparecer em qualquer fase da vida, e atualmente, estima-se que a cada 400 brasileiros um seja celíaco.
  • De cada oito pessoas que possuem a doença, apenas uma tem o diagnóstico.
  • A doença celíaca é cosmopolita e afeta pessoas de todas as classes sociais. No Brasil a miscigenação vem rompendo a barreira etno-racial sendo diagnosticada entre os afrodescendentes e os povos indígenas.

Sobre a Fenacelbra:
www.doencaceliaca.com.br
(19) 8331-0300

Informações para a imprensa:       
InformaMídia Comunicação
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marilia@informamidia.com.br
 (11) 2834 9295/ 98491 3527.

Informação extraído do Conselho Nacional de Saúde.